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Pernambuco
Cultural
Exposição
Pernambuco Cultural
Salão da Rainha - Pinacoteca do IRB |
O Projeto "Pernambuco Cultural
by Orismar Rodrigues", foi realizado no Instituto Ricardo Brennand,
de 23 de agosto a 30 de setembro de 2004. A noite de abertura reuniu
num só lugar a diversidade e riqueza da cultura pernambucana.
Arquitetura, artes plásticas, cinema, dança, gastronomia,
literatura, música e teatro. "Pernambuco Cultural"
foi um verdadeiro passeio por nossas raízes resgatando e valorizando
o que o nosso povo tem de mais autêntico: nossa pernambucanidade!
A noite de abertura contemplou o lançamento do livro Antologia
Poética do jornalista e poeta pernambucano Orismar Rodrigues
e envolveu manifestações culturais, a exemplo dos caboclinhos
do Grupo Oxossi, lançeiros, Maracatu Nação Pernambuco,
Literatura de Cordel, entre outros, que sempre colocaram o estado de
Pernambuco na vanguarda do país. Durante o evento ocorreu o lançamento
do prêmio "Expressão Cultural", no qual
Ricardo Brennand foi homenageado pela iniciativa do Instituto Ricardo
Brennand - mais um reconhecimento público pela criação
do IRB. O colunista Amaury Júnior lançou a Revista Flash
e apresentou o seu programa em rede nacional. A exposição
de artes plásticas permaneceu em cartaz de 23 de agosto até
30 de setembro de 2004.
A
Agonia da Criação
Texto de Orismar Rodrigues referente a exposição de Artes
Plásticas
"Para o lançamento do Projeto 'Pernambuco
Cultural', o Instituto Ricardo Brennand (IRB), pela primeira vez abre
suas portas a uma coletiva (pintura, desenho, gravura e escultura) com
trabalhos de artistas plásticos de Pernambuco. Embora
nem todos sejam nascidos neste Estado (apenas quatro), aqui residem
há muitos anos. É daqui, que suas obras saem para serem
expostas no Brasil e no exterior. Portanto, já estão pernambucanizados.
São eles: a italiana Mirella Andreotti, seu ateliê é
em Boa Viagem; a francesa Marianne Peretti, sua casa-ateliê é
em Olinda; e os paraibanos João Câmara e Roberto Lúcio,
que moram e têm também ateliê em Olinda.
A missão que me dei, de organizar essa exposição,
não foi nada fácil, uma vez que Pernambuco é, por
tradição, um dos mais importantes pólos artísticos
do Brasil. Se é que não é o mais importante deles.
Foi uma tarefa árdua selecionar as obras que compõem essa
exposição, haja visto o talento dos nossos artistas. Assim
é puramente por uma questão de falta de espaço
físico, que alguns de nossos grandes artistas não estão
aqui representados com suas criações.
Os trabalhos dos artistas plásticos aqui expostos cumpliciam
com a opinião do pintor norueguês Edvard Munch (1863-1944).
"Já é tempo de pararmos de pintar cenas interiores
com pessoas lendo ou mulheres fazendo meias. Devemos criar pessoas vivas,
que respiram e sentem, sofrem e amam. Pintarei uma série de obras
deste tipo. Aqueles que a virem compreenderão a santidade do
tema e tirarão o chapéu em reverência, como na igreja".
Certamente, todos os artistas plásticos que têm trabalho
nesta coletiva - mortos ou vivos: Telles Jr., Cícero Dias, Mário
Nunes, Lula Cardoso Ayres, Vicente do Rêgo Monteiro, Augusto Rodrigues
(falecidos), Mirella Andreotti, Marianne Peretti, Reynaldo Fonseca,
Maria Carmem, João Câmara, Roberto Lúcio, Abelardo
da Hora, Gil Vicente, Eudes Mota, Tunga, Guita Charifker, Samico, Tereza
Costa Rêgo, José Cláudio, Luciano Pinheiro, Ismael
Caldas, Marcelo Silveira, José Patrício, Joelson, Cristina
Machado e Badida todos eles perseguiram e perseguem a máxima
do inimitável pintor francês Eugène Delacroix: "Uma
vida inteira não me basta para produzir tudo o que tenho em mente.
Tenho assunto para ocupar o espírito e as mãos por mais
de 400 anos".