O convite é para uma viagem!


Olhando pelo telescópio: potencialidades das expedições

Viajando com Eckhout pela pluralidade das etnias

Viajando com Eckhout e celebrando a natureza
 

Qual é o passaporte necessário? O que levar em nossas bagagens? Quem partilhará conosco das descobertas e também das inquietações que surgem quando adentramos em campos ainda pouco explorados? O que é sentir-se como um estrangeiro?

O mundo, mesmo sendo uma realidade já conhecida, pode vibrar do lado de fora de nós Sempre há o que capturar pelo olhar, pelo ouvir, pelo tatear. Sentir o cheiro, a textura, o gosto. Sensação de encantamento ou de estranhamento? Nosso olhar vagueia, passeia ou nem repara? Do lado de dentro, filtrado pela nossa pele/corpo sensível, o que vemos desencadeia de muitos modos imagens internas que se movem e se transformam pelo modo de ver, ouvir, tatear, saborear as imagens do lado de fora.

Iniciar uma viagem é estar atento ao que acontece do lado de fora e do lado de dentro de nós mesmos e de nossos parceiros frente à realidade que se apresenta.
É deixar que nossa pele/corpo sensível penetre no universo que nos é oferecido, sem deixar de lado as nossas referências para que possamos expandi-las para aspectos nunca antes percebidos e sem deixar também a realidade conhecida para que possamos voltar a percebê-la sob novos ângulos e perspectivas.

É para esta viagem que você é convidado. Uma viagem adornada com o tapete vermelho da memória e da percepção, com o colar de flores da imaginação e com a luminosidade do mistério, da magia e das sensações.

O seu passaporte será o desejo, a curiosidade e a sensibilidade. Mas você não embarcará sozinho. Tal qual a expedição interdisciplinar que trouxe Eckhout em 1636, você estará junto com outros professores, atentos e sensíveis a aspectos múltiplos e diversos que o espaço expositivo revelará. Estará também com as peles/corpos curiosos de seus alunos aprendizes. Pode ser que alguns ainda não tenham visitado uma exposição ou não tenham visto quadros tão grandes ou tão antigos.

A cada vez que você estiver diante das obras de Eckhout, como você será capturado? Como seus alunos serão capturados? Como é estar na presença de imagens antes conhecidas em reproduções de livros, jornais, slides, ...? Diante de uma obra de arte nosso olhar recolhe sensações, percepções, informações ao mesmo tempo, a obra também nos olha e nos interroga. Para onde esse nosso olhar/ viagem pode levar? Valorizar o passado? Compreender o presente? Projetar o futuro?

Para sua bagagem, oferecemos este material de apoio. Nele, mapeando o acervo presente na exposição Albert Eckhout exploramos possibilidades de deslocamentos interpretativos pontuados por roteiros, hipóteses possíveis e questões instigadoras. A perspectiva dialógica que o orientou, buscou realçar idéias possibilitadoras para que cada professor, a seu modo e com seu grupo de alunos, possa aventurar-se no território das imagens de Eckhout.

Na condição de viajantes, espera-se que o percurso poético seja inventivo para o aprender e o ensinar de novos olhares sobre a arte, a cultura, a ciência e a vida.

Como dizia Marcel Proust: "Uma verdadeira viagem de descobrimento não é encontrar novas terras, mas ter um olhar novo."

Vamos lá?!

Núcleo Educação