Ascensão
e Queda de Nicolas Fouquet
A
França estava sob o reinado do Rei Luís XIV, eternizado
na história mundial como Rei Sol, por sua regência
suntuosa e pela frase “O Estado sou Eu!”. Por indicação
do Cardeal Mazarino, (primeiro-ministro da corte), Luís
XIV nomeou Fouquet para ocupar o cargo mais cobiçado da
época, o de Superintendente das Finanças do Reino,
o qual ocupou de 1648 a 1661. Durante este período, Fouquet
restabeleceu a credibilidade das finanças do Reino e, gozando
de privilégios econômicos, multiplicou sua fortuna
tornando-se um dos homens mais ricos da França.
A cobiça pelo seu cargo levou Jean-Baptiste Colbert a acusá-lo
de peculato e tentativa de sedição junto ao Rei.
No dia 17 de agosto de 1661, uma grande festa foi preparada para
receber os 600 convidados da corte do Rei Sol. Todos ficaram instalados
nas dependências do Castelo de Fouquet, o Vaux-le-Vicomte.
Durante os dias da festividade, foram sorteadas armas para os
cavalheiros e jóias para as damas. Diante da riqueza e
suntuosidade da festa, Luís XIV acaba por se convencer
que as acusações de Colbert são verdadeiras,
decide decretar a prisão de Fouquet, que só não
ocorre durante a festa por Ana da Áustria, mãe do
Rei, intervém e dissuade o filho. Mas em 05 de setembro
de 1661, Nicolas Fouquet foi submetido a uma corte especial.
Seu julgamento se arrastou por 3 anos, ao fim dos quais Fouquet
foi condenado ao banimento da França e ao confisco de todos
seus bens pessoais. Insatisfeito com a sentença, Luís
XIV transforma o banimento em prisão perpétua. Nicolas
Fouquet foi aprisionado no Castelo de Pignerol, onde faleceu no
dia 23 de março de 1680.
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