O
indivíduo contemporâneo é em primeiro lugar
um passageiro metropolitano
Nelson Brissac Peixoto
A Ação
Educativa do Instituto Ricardo Brennand foi criado em 2002 em virtude
da realização da exposição Albert
Eckhout volta ao Brasil: 1640-2002, e desde então vem desenvolvendo
programas educativos para escolas da educação Infantil ao
Ensino Médio das redes públicas e particulares de Pernambuco;
atividades culturais, ciclos de debates, cursos e encontros que visam
a formação de públicos diversos por meio da educação
do olhar – nunca a questão do olhar esteve tão no
centro do debate da cultura e da sociedade contemporânea –
para o desenvolvimento da percepção visual, da sensibilização
para a arte e para os objetos da cultura e para a ampliação
do universo cultural dos visitantes.
As visitas
monitoradas à exposição são o principal veículo
de mediação entre as obras expostas e o público.
Elas são feitas por educadores especializados que propiciam discussões
e fornecem informações sobre o conceito da exposição,
o artista, seu processo de trabalho e sua obra.
Pensamos
a mediação como possibilidade de estabelecer essa relação
de formação lançando mão de estratégias
e procedimentos pedagógicos e recursos e materiais didáticos.
A mediação como passagem, recorrendo a essa metáfora,
lançamos mão da imagem do “passante”, passageiro,
ou ainda do “estrangeiro”. Figura do espectador, que transita
em territórios múltiplos e diversos. O Transito entre dois
territórios constitui-se na construção de um novo
espaço de apreciação e de possibilidade de formação.
Para nós a formação se coloca na perspectiva de construir
uma atitude cidadã, de preservação, conservação,
de criação, de percepção estética,
propiciando:
- Pensar
a arte como provocadoras de redes de significações
- A arte
produzida no Brasil vista como constituinte do debate cultural brasileiro,
e não mero assunto mundano, sem ressonâncias mais efetivas
no corpo social do país.
- Perceber
que a história da arte produziu um universo de imagens e configurações
imagéticas que a civilização humana foi produzindo
ao longo do tempo.
As nossas
principais e permanentes ações estão focadas:
a) Formação
de mediadores/monitores/educadores/artistas – Possibilidades de
interpretação as mais profundas e diversas.
b) Formação de professores/educadores
c) Formação de estudantes: Atividade com a escola, incorporando
à atividade de produção artística, o exercício
da reflexão sobre a Arte dentro de seu contexto histórico
e a leitura da imagem como meio para o desenvolvimento da apreciação
estética.
- visita
conto – voltada para crianças de 03 a 6 anos – Educação
Infantil
- visita
descoberta – sobretudo para público de crianças
e adolescentes – Fundametal I e II
- visita
conferência – Busca abrir um diálogo instigante com
o público adulto, geralmente visita uma exposição
para consolidar os seus esquemas referenciais, o que Pierre Bourdieu
chama de Habitus – Ensino Médio e Universitário
- visitas
+ ateliê (laboratório de experimentação plástica)
- Respostas
poéticas ou artísticas: Exercícios poéticos
envolvendo variadas linguagens artísticas
- Formação
através de projetos: requer estudo destes parceiros, um estudo
de público, o que eles fazem, encontros que propiciam uma interação
das identidades em questão: a do espaço cultural e da
instituição convidada.
d) Encontros
Culturais - Terceira idade
e) Família – visita e atividade de ateliê/lúdica:
Encontro entre adultos, crianças, jovens, adolescentes, idosos,
enfim visa propiciar encontros entre gerações distintas
e entre pais e filhos
f) Visitas monitoradas para público espontâneo
g) Igual Diferente: Projetos com Comunidade
h) Produção de Materiais de Mediação: publicações,
jogos, materiais sensoriais, publicações em Braille, reproduções
de imagens etc.
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